O Casamento

Publicado: 11 de setembro de 2009 por Bill em A Vida, Tudo Mais
Tags:
O Casamento: Uma instituição falida? Ou nossa sociedade é moralmente corrupta para sustentá-la?

Por Bill



Cada vez que penso sobre isso,
imagino minha velhice ao lado de alguém que eu, acima de tudo, admire.
É o meu amor. Nela reside minhas qualidades e meus defeitos, pq ela
também é parte de mim. É o seu toque em momentos solitários. Sua voz em
momentos sombrios. Seu despertar que me faz querer viver, pq sei que
estará comigo. Minha companheira. Eu te amo. Ainda nem te conheço, mas
sei que está aí. Quem sabe algum dia leia isso e saiba, que assim como
eu sei que é você, também você saiba, que sou eu. Quer casar comigo?


Willian Pereira do Nascimento Martins e Souza Barra. Poema premiado pelo concurso de poesias do ALUB.

Ficou lindo neh? Eh, eu dou show. E a modéstia...


Assim eu vejo o casamento.
Conversando com uma amiga eu resumi: casamento é coisa séria. Talvez a
frase não faça juz a seriedade que eu pretendi passar. Casamento é
coisa
SÉRIA. Não. Ainda não dá.

Não falo de Deus, festa, família,
amigos, despedida de solteiro, e todas essa porcarias. Falo de alguém
que vc vai escolher porque encontra nessa pessoa alguém para passar o
resto de seus dias. Aí entra meu conceito de casamento, o qual se
identifica com aquele aceito pela Igreja católica e a evangélica.
Casamento envolve eternidade. É para sempre. Nossa sociedade hoje
encara isso como algo retrógrado. Nada dura para sempre, dizem. Nessa
cultura de twitter o que vale é a pressa com que se vive a vida, pq se
entende por intensidade algo que seja necessariamente veloz. Um
absurdo, do meu ponto de vista.


Se você não parar um pouco vai perder o que acontece ao seu redor… 

Assim vemos o mundo hoje


FIDELIDADE:

Um ponto de conflito. Vou falar de uma
experiência pessoal. Porque o mundo é assim, nós vemos as coisas da
maneira que queremos olhar. Logo, o que estou escrevendo aqui, poderá
ser para muita gente um amontoado de estrume. Sem titubear. Meu
relacionamento durou cerca de 2 anos e meio. Eu a amava. E acredito,
ela também. Ela odiava traição. Eu não. Eu entendia já naquele tempo,
que traição era algo eficaz para combater o desgaste de um
relacionamento
. Ambas as partes,
já cansadas um do outro encontravam em outras pessoas subsídios para
lembrar pq estavam juntos. pq se amavam. “
O depressivo encontra na felicidade a razão de ser depressivo.”

Felicidade, é algo insurpotável.


Já vi muitos casais viverem muito bem, com os dois tendo casos extra-conjugais esporádicos. Nada definitivo. Até o momento que um descobre. NOTA: mesmo já tendo traído também. A descoberta da traição muitas vezes é algo imperdoável. Para homens principalmente. Mas o número de mulheres que adotam essa postura é cada vez maior.

A questão aqui que se levanta, é o
alicerce fundamental do casamento: o respeito. Trair, até então nada
demais. Desde que seu companheiro não descubra
. E aí temos dois argumentos:

1. Você faltou com o respeito com o seu companheiro, porque ele não aceita traição.

2. Você faltou com respeito consigo mesmo, porque sabe que ele não aceita traição.

Ou seja, caso o parceiro não concorde
com relacionamentos extra-conjugais, ele vai encarar isso como uma
traição. TRAIÇÃO PORRA. Você traiu sua confiança. Faltou com o
respeito. Seu casamento acabou.

Voltando a minha experiência. Ela não
aceitava a “traição”. Logo, na minha visão, eu jamais deveria trai-la,
ou eu estaria faltando com respeito a pessoa que eu amo. No entanto,
ela não tinha confiança em mim. Ou seja, ela não me conhecia tão bem
quanto achava que conhecia. Mesmo sem eu nunca traí-la, nosso
relacionamento terminou. Ela não tinha confiança em mim. Ela me faltou
com respeito. Claro, não foi só isso, mas nosso relacionamento baseado
nisso, estava fadado ao fracasso.

Novamente podemos fazer conjecturas
disso. Confiança nem sempre se acenta na verdade. Verdade é algo que
pode ser construído. Assim, se vc trai seu companheiro e ele não sabe,
hipoteticamente, vc não está traindo. Pois se assume que traição seja
algo que deva ser palpável. Só assim a pessoa se sentirá traída. Perceba, no entanto, como a verdade pode ser algo totalmente abstrato. No meu caso por exemplo não houve traição, sob nenhuma circunstância, mas ela acreditava que sim, logo, ela tornou isso verdade. Paradoxalmente, o cara que trai não está traindo e eu estava… pode?

Em outro plano, de
acordo com o segundo argumento, mesmo que seu companheiro não veja a sua traição você estará traindo a si mesmo. E isto
inevitavelmente, se vc ama seu parceiro, vai acabar minando seu
relacionamento. Gradativamente. Mas vai. A verdade aqui, então deixa a barreira invisivel que separa o casal, e vai naquilo que os une. O respeito não permite que vc traia a pessoa amada.

O casamento é a união entre o que vc ama com o que vc quer. Nós
tratamos o casamento como algo passível de ser destituído. É a
banalização do divórcio. Você não mais medita sobre o casamento, vc só
casa.


Um dia vc acorda e bum! Está casado…


Um brother meu falou o seguinte: Você casa sabendo que vai separar. Minha resposta? Então por que casar cara pálida?

Hoje, nós temos contratos nupciais em que atestamos normas para um eventual divórcio.

“É oportuno esclarecer que o pacto deve ser
estabelecido antes do casamento, conforme o próprio nome informa
“antenupcial”. É que, uma vez celebrado o casamento, não há
possibilidade de alterar o Regime de Bens. Mesmo que ambos, marido e
mulher, o queiram, nada pode ser feito, o pacto é imutável.”

Mas que tipo de casamento é esse, que já assina seu testamento antes mesmo de seu nascimento?

Muitas pessoas não acreditam no casamento. Fato é, que o número de pessoas casando vem diminuindo. Sinônimo de descrença ou maturidade? De acordo com a legislação brasileira, basta dois anos juntos para que se inicie um divócio com comunhão de bens. Acredito que tal maturidade se creditada, remeta a uma questão mais financeira do que qualquer outro motivo.
Na outra ponta, temos que essa descrença no casamento, se firme num
perda de valores da sociedade. As pessoas buscam o casamento. Afinal,
ainda somos criados numa sociedade majoritariamente religiosa, que
acredita na legitimidade do casamento. Há um anseio, um pulsar no ser
humano que invariavelmente acaba buscando no semelhante um aporte para
passar seus dias. Alguém que esteja ali, tal qual um amigo. Mas um
amigo que não te abandone, como uma mãe ao filho. É esse tipo de
contrato que fazemos quando nos casamos. Você diz: Olha, eu te escolhi.
Fique comigo até que a morte nos separe.

Não se trata necessariamente de amor. Embora seja amor. É difícil explicar. Envolve companherismo, amizade, empatia, é incrivel quando você pensa naquela música e ouve que seu parceiro a está assuviando. Paixão, é algo que queima. Isso pra mim não é amor. O amor não queima, ele aquece.

Um dia, meu avô pegou minha vó pela mão. Nunca esquecerei aquela cena. Eles não falaram nada, só ficaram de mãos dadas.

Peço, a você, caro leitor, que não se
case apressadamente. Medite. Não tenha pressa. Pode demorar até, mas
lhe asseguro: quanto maior a espera, melhores serão seus momentos
juntos. Fato.

 


 

bill, o que ele faz? Faz História na Universidade de Brasília, é além de historiador, professor marxista, entusiasta da vida, doutor em ciências ocultas, mestre em astrologia satânica, missionário de Nosso Senhor Nosso, frequentador do HPAP, flamenguista, cinéfilo, sagitariano, quase-gay (não fosse sua tão reconhecida virilidade masculina), otaku, amante fervoroso, adepto de todo tipo de filia, alcóolatra assumido e apaixonado pela arte do questionamento, um comunista. Tonto, divertido y dulce. Ξέρω ότι δεν ξέρω τίποτα, em outras palavras: boa noite bill!

 

 

 

 

 

 

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comentários
  1. Bruna disse:

    puxando a polêmica heein, biuu… [ps: você é contraditório!]aahuhuhuahbeijo!

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