Oi oi oi “classe c”!

Publicado: 27 de outubro de 2012 por Bill em Tudo Mais
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A novela acabou. Na linguagem, no figurino, no espirito, a “classe c” comandou. Chega de Leblon. Agora é Divino na cabeça. Mas vamos com um pouco de calma. Não é porque a “classe c” assistiu essa novela que a “classe c” se veja nela. Oi oi oi, Latino não é Zeca Pagodinho. Não confunda popular com mediocridade. Deixai as caricaturas de lado. A homossexualidade pede um pouco mais de seriedade. Existe a lei contra o racismo, falta contra a homofobia. Imagine um preto fantasiado de macaco na novela, é quase isso que fazem com os gays no horário nobre. Vamos dar nomes aos bois. Esse estereotipo não é ficção, é preconceito mesmo. Mudemos de assunto. Eleições. O Serra cavou mesmo sua cova quando se lançou candidato a prefeito em Sampa. Devia demitir seus conselheiros, não não, não acho que sejam idiotas, são incompetentes, deviam ter tentado enfiar um pouco de juízo em Serra. Dito: “olha Serra, se você ainda tem alguma ambição politica presidenciável não se candidate a prefeito. A disputa será acirradíssima, mesmo com uma vitória, o desgaste será enorme. Não vale a pena”. Isso me faz lembrar que o bill é petista. Sou, é verdade. Mas não sei, gosto da disputa justa. Tudo bem, vc vai dizer, em 2010 o Serra e seus aliados jogaram baixo e atrasaram as políticas sobre o aborto em 10 anos pelo menos. To ligado. Mas creditar ao Serra a culpa por toda a bobagem eleitoral é sacanagem. A presidente teve sua parcela de culpa também. Assim como a Marina. Assim como todos os brasileiros que deixaram o discurso religioso vingar. O Brasil passou a ser a 6ª economia do mundo, mas continua Brasil, não veja mediocridade nisso, só brasilidade, um termo que não significa nada além de que falamos português e nos chamamos de brasileiros. Digo isto porque não fosse Serra, mas Aécio ou mesmo Eduardo Campos obrigados a se posicionar sobre o tema, no máximo iriam dar um migué na questão quando não publicassem nota assumindo sua total crença em deus com medo de perder votos. E o pior é que pragmaticamente eles tem razão. Não pelos brasileiros, mas pelo braseiros, aqueles que poem lenha na fogueira a ponto de não se conseguir ver mais nada. Diante de tal cenário é dificil atirar a primeira pedra. Seja como for, não teremos Serra em 2014. Não importa se ele vença Haddad em São Paulo, há muito Serra é carta fora do baralho no PSDB. Motivo pelo qual incentivaram-no a disputar a prefeitura. Tomara que Aécio seja melhor adversário, embora duvide muito disso. O PSDB tornou-se o partido republicano do Brasil. Temo pela chegada do Tea Party brasileiro. Ainda sobre eleições. A Globoliesnews fica dizendo que a grande novidade dessas eleições é a quantidade de prefeituras do PSB. É verdade, Não a novidade, a quantidade. A novidade diz entrelinhas (ou não tão entrelinhas porque os programas contam a participação de Merval Pereira): RÁ! ISSO! VAI PSB! VAI! QUALQUER COISA É MELHOR QUE O PT! Assistam a cobertura do segundo turno e pensem a respeito. Sempre tomo cuidado para que minhas posições ideológicas não turvem minha visão quanto a um possível jornalismo ético por parte dessa emissora. Não é isso que vejo. Mensalão por exemplo. Quando do resultado pela condenação da maioria dos acusados, uma comentarista do globonews (não é a Cristiana Lobo, é outra, uma magrinha do cabelo curto) falou que Lula pediu aos petistas que não criticassem a decisão do STF porque / vejam só a explicação que ela deu / porque isso prejudicaria a candidatura de Fernando Haddad. Porra, é muita sem-vergonhice. Atente-se ao tipo de jornalismo que é praticado no Brasil. Se Lula pensou que criticar a decisão do STF poderia prejudicar a campanha de Haddad, isso não temos como saber, porque não foi isso que disse. Mas a comentarista noticiou isso como se fosse. Junta-se o fato a uma ilação e torna-se especulação em fato. Essa cobertura do mensalão tá recheada de coisas assim. E a “classe c” onde entra nisso tudo? Primeiro, “classe c” nada mais é que os novos pobres. Novos pobres? Sim, eles não deixaram de ser pobres, mas são novos porque antes a mídia não se importava com a opinião dessa expressiva parcela da população. Seus votos não contrariavam o interesse da “classe a” desde o tiro no peito de Vargas. Então veio 2002. Pior, veio 2006. Estamos em 2012 e agora especula-se sobre a mentalidade politica dessa nova classe quando de nova nada tem. Foi a mesma população que elegeu e reelegeu Fernando Henrique, assim como foi a mesma que elegeu e reelegeu Lula. Mas a imprensa nativa acredita na imaturidade da “nova classe consumidora”, acredita que pode educar essa “classe c” a odiar o PT. Ensinar-lhes o que ver. Se podem eu não sei, mas estão tentando. Avenida Brasil é exemplo disso.

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comentários
  1. Bill disse:

    PS: Eu gosto das novelas do João Emanuel Carneiro, acho que são bem escritas e sem a pasmaceira da Gloria Perez por exemplo. Mas também não é nenhum Benedito Rui Barbosa e sinceramente me preocupo com essa abordagem “classe c”. Novelas sempre foram o nosso calcanhar de aquiles. Seria arrogância menosprezar sua influencia.

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