Série: aluno malcriado responde professora gagá

Publicado: 8 de maio de 2013 por Bill em Tudo Mais

Nem sei se esta carta foi escrita pela professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, de Uberlândia, é difícil crer numa senhora com pensamentos tão vis, mas como esse discurso frequentemente bate a minha porta terei prazer em responder dona Martha.

Boa noite, dona Martha!

Desculpe me intrometer assim, mas não posso ficar calado diante das barbaridades ditas por vossa pessoa. Eu li sua carta a respeito do pronunciamento que a presidenta fez na véspera do Dia das Mães graças a uma colega de curso que tem as mesmas opiniões que a senhora. Como cidadão, pagador proporcionalmente de mais impostos que você, fiquei preocupado com o pensamento antidemocrático que a senhora propaga pela internet (mesmo que involuntariamente).

Então, brincando de Deus, dona Martha? E daí se os políticos anunciam seus programas assistencialistas em época de eleição municipal? Faça-me o favor, senhora professorA! É preciso que a classe média brasileira crie um pouco mais de bom senso para avaliar as ações políticas sem incorrer em impulsos cínicos de que político é padre, ora, dona Martha, o calendário eleitoral faz parte das práticas políticas, negá-lo é como dizer: “beleza, vou esperar acabar a isenção do IPI para comprar meu carro”. Hipocrisia. Somos todos reféns dos eventos cotidianos, assim é que quando escutamos a noticia de um assassinato covarde por um menor, imediatamente começamos a discutir sobre a redução da maioridade penal. Se a politica é um balcão de negócios? É claro! As pessoas agem por interesse, muitas vezes, não por interesses pessoais, mas interesses ainda assim, essas matracas de fazer votos que a senhora menciona na verdade constituem o pensamento antidemocrático da “classe média pagadora de impostos”, em que seus interesses podem ser contemplados, mas não daqueles pobres e ignorantes porque somente pessoas de escolaridade alta possuem interesses justos e incorruptíveis.

Discutirei aqui os primeiros parágrafos da sua carta e mais tarde, se tiver saco, discutirei o restante.

Vamos lá. Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos seria uma piada não fosse a extrema vulnerabilidade alimentar que essas famílias se encontram, mas daí a senhora diz

mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos. Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT.

Dona Martha, a senhora que recebe aposentadoria, se lhe fosse dadas as mesmas condições para aumentar a renda, a senhora tentaria engravidar de cinco em cinco anos? Se não, por que a senhora se acha melhor do que as “pessoas miseráveis”? Mas se sim, que velhinha safada você é, hein. Faço minhas as suas palavras: “É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que não faz nada, no seu caso) irresponsavelmente.”

Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola.

A senhora está certa se acha que racismo e miséria são um conto de fadas. Assino embaixo.

A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp.

Aqui, reproduzo uma história que um professor costuma contar em suas aulas: Um louco procura um psiquiatra por se achar um rato. Depois de meses de tratamento, o louco se diz curado. “Já não sou mais um rato, doutor. Obrigado. Mas, por favor, não esqueça de avisar os gatos”.

Dona Martha, a senhora interpreta o principio da igualdade expresso pela Constituição a meu ver erroneamente para não dizer de forma criminosa, digamos por exemplo que o Estado brasileiro passe a cobrar 50 reais para fazer um jogo simples na loteria federal, ora é uma quantia IGUAL para todos, mas só aqueles que possuem renda podem jogar a priori, a senhora num movimento intelectualmente desonesto coloca que o fato de todos serem iguais perante a lei faz delas iguais socialmente, ou racialmente, ou seja lá o que for. De fato, O PT não nega as diferenças, pelo contrário, o partido as reconhece e adota como bandeira política o combate a elas, o que o PT tem feito ao longo desses últimos anos é justamente diminuir a DESIGUALDADE entre  ricos e pobres. Preciso da caixa alta para salientar o ÓBVIO. Agora jogar na conta do PT o debate sobre racismo é no minimo sacanagem. O caso da Universidade de Brasília é exemplar nesse sentido, ela foi a primeira a adotar as cotas como política afirmativa após a crise causada por um professor que reprovou um aluno por questões racistas. Esse debate provavelmente data do seu nascimento dona Martha, o PT somente incorporou várias demandas do Movimento Negro, demandas legítimas como atestou o STF, instituição que acredito, a senhora deve respeitar.

Continuo mais tarde, professorA.

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comentários
  1. Eu queria comentar. De verdade. Mas estou chocado demais para expressar qualquer coisa que seja racional. Somar-me-ia ao grupo dos alunos malcriados e responderia à professora gagá, mas nesse momento… porra! Nem sei. O choque me impede de raciocinar. Se eu tivesse 74 anos, eu certamente teria infartado.

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