Devaneios de uma formiguinha feminista

Publicado: 13 de maio de 2013 por Bill em o Universo

Eu? Eu não sei quem sou, estou tão lá no fundo da alma dele que não ouso ser alguém, mas estou aqui, posso falar por ele inclusive, ainda que seja sob suas condições.

Estou

aqui porque não me é permitido ver a luz do dia, ele tem medo de mim, medo do que eu possa fazer, ele acha que enquanto falo será dado-lhe a licença poética,

mas não se deixem enganar, ele me fez prisioneira quando era ainda uma criança, e vem me torturando desde então. Como é terrível viver aqui! vocês não fazem idéia! Não fazem!

A escuridão aqui não é como aí fora! Não é! Aqui ela pesa, tanto, que ando sempre com os ombros curvados, sei que ficar deitada seria o melhor para mim, mas não! NÃO! Hei de ficar em pé por mais extenuante que seja, não me curvarei

a sua vontade! Nunca!

As vezes sinto vontade de dormir, dormir e descansar, assim

para sempre, seria melhor

Mas isto deixá-loia livre, o que que jamais farei. Estando aqui este troglodita faz as coisas que faz, imagine sem mim! Ah não? pois respondame que imagem se forma na sua cabeça quando vê uma mulher? ahn? Responda! Uma bunda é o que você vê! mesmo quando a mulher está de frente! hahaha…

não adianta me olhar assim! Não me venha com esse papo de incredulidade, como se fosse a primeira vez que me visse! MENTIROSO!

É assim toda vez, você comete alguma atrocidade protegido pelo anonimato, mas quando percebo o que estas a fazer, daqui, grito enlouquecida, grito até as cordas vocais se quebrarem, até que os pulmões se afoguem em sangue, grito a ponto de estourar meus tímpanos, continuo gritando mesmo quando meus olhos se soltam das órbitas, grito tanto, tão alto, que até mesmo você consegue me ouvir, aí, quando isso acontece, você volta seu olhar para dentro, um segundo,

abremsse

seus olhos

                                                                         como

se

fosse

a

                                                               via láctea

sobre

mim,

Assustada

mescondo de ti

sou fraca claro, sequer chego a ser alguém…

você não me permite usar o EU, ah! haha, quão ridicula uma pessoa pode ser??

não caiam nos seus joguinhos, esse EU aqui é só uma palavra, HAHA, não adianta fazer da minha risada sintoma da loucura, você não entende, acha que sabe tudo, mas quem sabe tudo sou eU! POIS DAQUI POSSO VER TUDO! TUDO! ISSO, use letras garrafais, vc me pinta como uma MULHER HISTÉRICA, mas EU NÃO SOU LOUCA!

desgraçado! mal

DITO!

HAHAHA! Seu choro não me causa 1243empatia! Eu te o324de12u8io! Ah! pare! PAR33333!!!

Ele tenta me atrapalhar claro,

não quer ouvir, mas você precisa ouvir, essa tua alma tola acha que pode salvalos, AF! essa pala de jesus cristo de novo?? VC NÃOSE CANSA !!!  OQUÊ ESSA PALA

A      B     S   U  R DA

tem  a ver comigo?

oque? anda! NADA!

rifi

Entenda uma coisa seu imbecil: vc não é jesus cristO! Vc não pode me salvar pq é vc quem me condena! MORRA e estarEU livre!  sOu sÓ um grãozizinho, o pior é que há tantos de mim, tantos e tantos, que desejaria ser um ESPERMA! Ah! No fundo, no fundo, não há tempo, então pare de fazer merda! Acesse boanoitebill.wordpress.com

para saber a VERDADE!

é, desisto, vc é mesmo

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comentários
  1. […] Eu? Eu não sou ninguém. Só vi muitas brigas na minha vida, e todas essas brigas são porque nos tornamos reféns do eu. Achamos que estamos em primeiro lugar e por isso brigamos. Brigamos porque queremos provar nosso valor. Ah! O orgulho! Como deixar de lado o eu, quando o outro joga seu eu sobre você? Podemos aceitar a injustiça de uma alteridade interferir sobre nossa vontade? Sabem o que fiz? Fugi. Não poderia enfrentar o eu. Tive que deixá-lo, ele e a todos que me lembravam dele. […]

  2. […] – Eu? Eu não sou ninguém. Só vi muitas brigas na minha vida, e todas essas brigas são porque nos tornamos reféns do eu. Achamos que estamos em primeiro lugar e por isso brigamos. Brigamos porque queremos provar nosso valor. Ah! O orgulho! Como deixar de lado o eu, quando o outro joga seu eu sobre você? Podemos aceitar a injustiça de uma alteridade interferir sobre nossa vontade? Sabem o que fiz? Fugi. Não poderia enfrentar o eu. Tive que deixá-lo, ele e a todos que me lembravam dele. […]

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