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Olá, eu sou o Bill. Sou formado em História pela UnB e estou começando o curso de Direito, também na UnB. No dia 20 de março, domingo, na praça da biblioteca nacional, eu participei de uma reunião e o que eu encontrei lá foi…

eu simplesmente preciso compartilhar com vocês. E não é só a idéia, mas também a forma, sua manifestação prática e por isso muitas vezes inapreensível e imprevisível. E todo esse movimento partiu de um grupo que eu, por puro preconceito, julgava ser impossível que pudesse partir. Impossível.

Pra falar disso, infelizmente, eu preciso falar de mim. Sim, infelizmente. Porque considero absolutamente necessário que vocês entendam as raízes do meu pensamento que acredita nesse movimento difuso, mas de potencial simplesmente inesgotável. Porque como eu tinha dito não é só a idéia, mas a forma com que ela se apresenta. E o horizonte radical e banal – banal! – pra onde ela aponta. Um aviso aos navegantes. A toupeira que só conhece as trevas do mundo subterrâneo quando por acaso se depara com a luz fica imediatamente cega. Então vamos lembrar da primeira frase do Guia do Mochileiro das Galáxias: NADA DE PÂNICO!

Eu sempre fui pobre e só muito recentemente minha família teve acesso a itens mais supérfluos de consumo, como televisões gigantes, geladeiras cabulosas e carros mais ou menos novos, quando não novos, zerinho de fabrica! Mas isso foi só recentemente. 20 anos atrás nossa situação era desesperadora. O pai trabalhava na sab e tinha sido demitido naquele processo de “demissão voluntária” do Fernando Henrique, ou foi do Itamar, não sei, mas foi nessa época ai. Esse pai era alcoólatra e extremamente machista a ponto de obrigar minha mãe a usar calças maiores (e a mãe já era meio gordinha), o tipo de pessoa que quando a esposa puxava os parabéns para uma criança, ele ficava dando beliscões nela em segredo. Vocês já podem imaginar. O pai espancava minha mãe. E um dia ela foi embora. De casa. Mas não das nossas vidas. Foi a mãe quem nos sustentou durante alguns anos. Eu, meu irmão, minha vó e o pai. Minha vó vendia dindin pra ajudar no pão de cada dia. Vocês sabem quanto era o salário mínimo nos anos 90, né? Pois então, era esse salário que sustentava cinco pessoas. Daí quando a mãe podia ficar com a gente no fim de semana, que a gente ia numa festa dos colegas de escola dela, pq ela voltou a estudar, (o pai a tinha proibido de continuar os estudos quando casaram), ta rolando lá a bagaceira do é o tchan e eu digo pra mãe, no meio dos amigos dela: Você ta dançando que nem uma galinha.

Esse é o tipo de pessoa que eu sou. Em essência, alguém que acredita em alguma coisa e é capaz de qualquer coisa por ela, até mesmo renegar a própria mãe. Mas vamos lá.

Passado algum tempo, nós fomos morar com ela, num barraquinho, um puxadinho da casa do meu avô, que morreu recentemente e que por tudo que fez com a minha mãe deve ta ardendo no inferno. Pra não me alongar muito, não vou falar do que ele fez com ela, mas conosco. Em síntese, pra vocês entenderem, meu vô era uma pessoa que saia para trabalhar, 6, 7 horas da manhã e desligava a chave de energia elétrica. Daí, minha mãe saia para trabalhar e eu, meu irmão e minha prima ficávamos sem luz até as 7, 8 ou 9 da noite quando ele voltava. Minha mãe conta, eu não lembro, devo ter bloqueado essa parte porque morro de medo dessas coisas, que ela dormia abraçadinha com a gente porque tinha medo que uma ratazana pudesse cair do teto e comer a gente vivo. Ela via as ratazanas circulando por entre o plástico que revestia as paredes de madeira do barraco.

Então foi essa a minha infância. Não é difícil entender meu ódio pelo mundo. Minha mãe vivia estressada com essa vida de merda, sem poder dar uma vida digna pros seus filhos, trabalhando que nem uma louca pra ganhar uma miséria. Ela sempre estava furiosa e super agressiva. Batia muito na gente.

E eu te entendo, mãe.Te entendo perfeitamente. Se você tivesse colocado um travesseiro na minha cara e me sufocado a noite, eu também entenderia. Você na verdade foi uma guerreira, uma heroína. Isso não apaga seus crimes. Mas é que suas vitimas te perdoam. Eu te amo de todo coração. Desculpa por entender tão tardiamente a senhora.

OK. Tai meu ódio. Minha mãe me batia e eu a amava e não entendia porque ela me batia ao mesmo tempo que entendia sim porque, as vezes, ela gritava que estava ficando LOUCA! Que não agüentava mais, que ela tinha vontade de pegar tudo e ir embora (e fala até hoje, menos, mas fala. Eu mudei, nós mudamos, mas também não foi tanto assim). Eu tinha raiva porque de certa forma eu conseguia compreender, com 11 anos, 12 anos, que se nossa vida fosse um pouquinho mais confortável materialmente a gente não teria todo aquele estresse inflando o barraco. E na adolescência, e mesmo depois, esse ódio se tornou em desprezo total e violento pela democracia. Não só pela minha vida. Eu ainda tinha a empatia de perceber que se tava ruim pra mim, fi, tava muito pior pra uma GALEERAAA. Eu lembro de uma reportagem do ratinho que ele chorava (não sei se por sensacionalismo, enfim) que mostrava uma agreste nordestino, onde o povo da região fazia uma mistura de farinha e barro porque não tinha nada pra comer.

Eu odiava a democracia. Era o véu que fazia a gente ficar quietinho enquanto a excrotidão rolava solta país afora. Eu a desprezava e até hoje isso, em parte, está dentro de mim.

Então, pouco antes de ingressar na UnB, no cursinho, eu era um coxinha de cabo a rabo. Quando saiu o negócio do mensalão e a mídia começou o processo golpista. Globo, tá gente? era praticamente a única fonte de informação que eu tinha. E foi uma lavagem cerebral. Eu lembro que quando saiu a capa da veja com o título: Lulalá e os 40 ladrões, eu recortei o nome dos 40 denunciados e coloquei na parede do meu quarto (parede de reboco, não de madeira, as coisas tinham começado a melhorar). Eu queria lembrar pra sempre do nome dos 40 desgraçados que tinham traído a esquerda e roubado milhões.

Corrupção.

Será que pode existir alguma coisa mais horrível para uma democracia capenga do que a corrupção? Po, já ta uma bosta dos infernos e ainda tem uma galera que rouba???

Não, esses 40 tinham que ser açoitados em praça publica como exemplo, era o que eu pensava, era o que eu desejava, era o que eu queria fazer se pudesse.

Gente, nessa época, no Orkut, eu tava num grupo que se chamava: Sou brasileiro, e já desisti (alusão a propaganda espetacular do primeiro governo lula). Eu não acreditava no Brasil e a bandeira nacional era meu único refugio. Vei, eu simplesmente não sei como esse troço ufanista funciona, mas sei lá, ta escrito ordem e progresso naquele pedaço de pano, e ai vc pensa, ah, se tivesse um pouco de ordem e progresso tava bom. Não sei, o negócio é que eu beijava a bandeira e se encontrasse algum petista defendendo o governo eu ia agredi-lx cabuloso, nunca fui de violência física, mas violência verbal era comigo mesmo. E olha só o meu loop fascista-cristão, eu insulto a pessoa, xingo ela, escrotizo até que ela me dá um soco. Aí, é ela quem ta errada e eu sou superior moralmente. Sim, 100% coxinha. #VemMeteoro.

Mas ai,

#EsperaMeteoro, espera

ai

no segundo semestre de 2007, eu passo de segunda chamada para o curso de História na UnB.

Foi um choque. Pensei que ia encontrar uma galera revolucionária e tals, que nada. Tudo coxinha, pior que eu. Pior que eu, dá pra acreditar? Porque pelo menos eu era pobre e queria fazer alguma coisa. A maioria do povo que encontrei só queria saber de cachaça, mulher e futebol. Falar em política numa mesa de bar para eles era uma heresia. Colei com a galera do serviço social. Ali a política era fulminante. Ia pro bar e discutia sobre o governo lula e a corrupção, a traição da esquerda. Mas eu ainda tinha um ódio sinistro dentro de mim.

Ver gente branca, de olhos azuis, que mora no lago sul, falando que a gente devia pegar em armas e fazer a revolução!? (o que eu achava que era o único caminho possível) foi um choque classista violento demais para os meus pobres horizontes de mundo. Meu raciocínio era bem simplezinho:

vei, como uma pessoa que nunca sofreu o que eu sofri pode querer fazer a revolução?

Quem ela pensa que é?

E caso tenha coxinhas lendo, revolução pode ser uma coisa simples como pôr um basta na corrupção. Uma parada tão utópica quanto o comunismo, mas vamos lá.

Daí que eu comecei a me aproximar mais da galera da História e me entreguei as futilidades da vida universitária. Esquecer política, esquecer o ódio, esquecer dos problemas (que estavam diminuindo consideravelmente, lá em casa por exemplo a parede não era mais de reboco e minha mãe tinha conseguido comprar o primeiro carro de madame dela). O negócio era beber, beber até a morte. Fumar muito, rir muito. Ficar louco.

Recomendo que todo mundo em algum momento da vida se deixe levar por esse frenesi dionisíaco, é pesado? é, mas tem algum role meio mágico nessa parada. Os amigos que fiz ali estão no meu coração até hoje, mesmo os que eu não tenho mais contato.

A gente de vez em quando se reúne para jogar RPG

E falar sobre política, sim! Por horas e horas! (acho que a última foi sobre racismo, muito boa)

Enfim, em algum momento que não sei dizer qual, eu virei petista. Agora eu tinha acesso a uma serie de informações que me eram negadas.

Sabe, vou te dar um exemplo prático do role.

Quando a presidenta Dilma disse que a gravação ilegal revelava que o termo de posse era só para o caso do lula não poder vir a Brasília, pense o seguinte: onde está a trabalhadora e o trabalhador quando ela disse isso?

Tavam trampando, muito provavelmente, elas e eles não puderam ver a integra do discurso.

Daí esses trabalhadores chegam em casa e vêem a maravilha do jornal nacional, Willian bonner editando o discurso da presidenta e claramente debochando da explicação oficial.

Assim, eu particularmente achei uma desculpa bem esfarrapada também, mas qual é o papel de uma concessão pública? servir ao público! Não aos seus interesses privados! É preciso buscar intransigentemente a imparcialidade (eu sei que é impossível, to falando de tentar carai). Só que o sem-vergonha não faz isso! Ele passa a idéia para a trabalhadora e o trabalhador de que a presidenta num tem mais respeito por você e ainda que isso seja verdade, aqui vai:

WILLIAM BONNER NÃO SABE A VERDADE.

Em verdade, ninguém sabe, e o papel de alguém que serve ao publico, e era pra globo, veja só, servir ao público, ela serve aos interesses de seus donos, que podem simplesmente não gostar da cara da presidenta. O papel de uma concessão publica é buscar apresentar os dois (ou vários) lados e permitir que a pessoa forme a sua própria opinião a respeito.
Mas a globo não faz isso. E é um role sistemático. É dessa lavagem cerebral que eu tava falando.

NÃO TEM OUTRO LADO.

Olha ai meu ódio voltando. Mas ele conseguiu se acalmar, e pq? Porque o PT era governo e vei, além de acabar com essa desgraça que era a fome, o PT ainda ampliou o acesso a universidade pública, eu sou prova viva disso, entrei em 2007, criou pasta de igualdade racial, combate a violência domestica, pôs a marina silva no meio ambiente por um tempo, ciro gomes na transposição, gil na cultura e uma centena de coisas mais que não to lembrando agora. Meirmã, nem no sonho mais louco tu poderia sonhar com isso. Mas não foi de imediato, eu fui vendo isso aos poucos. Fiquei cego no inicio, mas se você não entrar em pânico, você acaba se acostumando com a luz.

Então estamos aqui, o golpe costurado em 2006, lá em 2006, ta ai outra vez. Agora eu já conheço história. Conheço a versão que me foi negada conhecer. Agora eu sei, e não é difícil entender porque eles não querem que a gente saiba. Porque é muito fácil você montar paralelos com o cenário atual e 64. fácil, fácil. As crises institucionais, o discurso contra corrupção, o medo do comunismo e seus espantalhos: se na época era cuba, união soviética, china, agora é foro de são Paulo, farcs, unicórnio, enfins.

Os golpistas de hoje aprenderam com 64. Os monopólios de comunicação e a plutocracia jamais permitiriam que os militares comandem novamente (há não ser que haja guerra civil).

E nós?

O que nós aprendemos com 64?

Democracia. Numa sociedade capitalista, são os ricos que detém o poder. São deles os meios de comunicação, são eles, seus filhos e parentes, que ocupam as maiores carreiras do funcionalismo público. Eles governam tudo. Por isso nossa democracia é essa coisinha tão frágil. Mas é democracia. Pense o seguinte. Pelo menos, eles tem o pudor de mover o corpo de um jovem negro para outro lugar porque sabe que isso é errado e ele pode ser eventualmente punido por seu assassinato. Numa ditadura, minha amiga, meu amigo, o jovem negro é deixado lá mesmo, no meio da praça, para que todo mundo veja e entenda o recado. (veja Cidade de Deus de novo). É essa a diferença. É pouca? Sem duvida. Mas é essa que temos e é nela, acredite se quiser, que tudo é possível, tipo, operário presidente da república ou uma mulher torturada pela ditadura militar ser comandante das forças armadas num país extremamente machista. Oxe, dá pra fazer altos roles. E é pela democracia que nós podemos denunciar esse genocídio da juventude negra, o feminicídio, a desigualdade social, etc.

Mas nada se faz, alguém diz entre triste e meio enraivecido comigo.

Mentira. É só que é muito pouco e lento porque é democracia. Democracia numa sociedade absurdamente desigual. Por isso a democracia é difícil, porque os atores tem forças diferentes. Você não tem a mesma força que o neto do Roberto Marinho. Ele tem muito mais poder. Mas uma democracia perseguida com inexorável resiliência pode um dia encontrar uma forma de horizontalizar essas diferenças, distribuindo pesos diferentes para atores diferentes. Quer um exemplo prático? COTAS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS (Q pra mim nem é o modelo ideal, pq se se assume que a universidade pública não pode atender todo mundo, então que seja por sorteio, mas foi só um exemplo de como a democracia pode se efetivar sobre forças contrárias poderosíssimas).

Eu reconheço que tenho uma ligação mística com a democracia.

Lembre-se: NADA DE PÂNICO.

Lembra daquele negócio fascista que eu falei de provocar e depois de tomar porrada eu sair como superior? Isso é fundamentalmente cristão. É claro que é uma postura distorcida, mas no seu âmago é a busca da paz. Vc pode me provocar, vai fundo, mas se eu não reagir, independentemente do que vc faça comigo, eu sou melhor que você. Cristo era melhor que todo mundo, porque amava todo mundo e perdoava tudo aquilo que ele considerava errado. Coisas praticamente imperdoáveis para a sociedade da sua época, como o adultério por exemplo (o que é fichinha se vc pensar que os evangelhos afirmam que cristo foi capaz de perdoar os próprios torturadores). E o cara se sacrificou por esse ideal. Porque acreditava no amor de Deus Pai.

Morreu por porra nenhuma.

Deus não existia e a sociedade continuou uma bosta fumegante. Mas ainda que esse Deus católico possa não existir, a idéia de Cristo existe. É ela que ao longo do tempo fez as pessoas humanizarem umas as outras. Ou você acha que um bolsonaro da vida, se não fosse o dogma cristão, teria qualquer pudor de colocar um grilhão num negro e sabe-se lá o que mais? O que o impede de ser mais repulsivo do que ele é, é a moral cristã. Não que ele ame o próximo, esse canalha sequer deve saber o que é amor. Mas é essa moral que impede seus surtos fascistas. Dele e dos seus seguidores.

Não entre em pânico. Você não precisa acreditar nessa minha democracia maluca. Acredite na sua. Que seja sem amor. Se existir o respeito pelas diferenças tá tranqüilo, ta favorável.

Mas preciso dizer, pq eu preciso reencantar o mundo. Eu amo. Eu amo o bolsonaro, (não muito, mas eu tento, juro) porque sinto pena dele. Ele não sabe o que faz.

E esse sentimento em mim é pura democracia. Radical. Visceral. Incondicional. Ridícula. Absolutamente ridícula. Dá até pra imaginar o bolsonaro gargalhando disso.

Mas é ridícula tal qual Dostoievski imaginou o sonho do homem ridículo.

Estou concluindo, mas antes permitam-me uma pequena digressão. Alguém já assistiu formiguinhaz? É um ótimo filme, quase um tratado sociológico e filosófico sobre o individuo e a coletividade que coloca no povão a sustentação da sociedade, mesmo que esse povão possa ser facilmente descartado quando se tem vontade. Mas a melhor imagem motivacional ficou com uma outra animação da época, com o mesmo tema, vida de inseto. Quando um gafanhoto deixa cair uma semente sobre a cabeça de outro gafanhoto e pergunta: doeu? Ao ouvir um “não” risonho, o líder dos gafanhotos despeja milhares de sementes em cima dele, soterrando-o.

No dia 20 de março, domingo, na praça da biblioteca nacional, eu participei de uma reunião e o que eu encontrei lá foi isso. Nós. Juntos. A força. Mas não a turba fascista. Democracia.

O evento era organizado pela Luisa Oliveira e o Franklin Rabelo, dois, para mim, notórios ex-militantes do PSTU. A Luisa eu conheci na ocupação da reitoria e o Franklin por causa do grupo fascista enrustido da UnB no facebook.

Vei, eu comentei com uma amiga: Eu vou nesse evento para ouvir. É a galera do PSTU vei, os caras só querem saber das suas vivencias, democracia zero, super potencial fascista.

E lá, mesmo com toda pressão da militância do PSTU, outras pautas surgiram em defesa da democracia, contra o golpe (que o PSTU acredita que não existe pq para eles é só a direita se estapeando, e pior, o PT por sua história na esquerda ainda desmobiliza as bases, avaliação muito válida). Mas, inacreditavelmente, para o meu preconceito chulo e reducionista da humanidade, a galera aceitou as opiniões contrárias e aceitou construir um movimento juntos.

Olha, vou te contar, to arrepiado até agora.

Pq eu admiro vocês. Vocês são tudo que eu quero ser, mas tenho preguiça. A galera que organiza, que se dispõe a perder o fim de semana, que faz de um tudo pelo que acredita. Vei, se tu coloca democracia num negócio desses, então, não tem limites. Pq o único limite da democracia é a própria democracia.

Democracia pra mim é como aquela montanha de ouro que o tio patinhas mergulha. O dinheiro é o sonho dele. A democracia é o meu. Sei que nada sei, e é por isso que eu preciso te ouvir. Nada me deixa mais feliz do que te ouvir e ver outras pessoas se juntarem para fazer o mesmo. Procurar entender. Talvez discordar. Refletir, quiça profundamente. Ouvir outra vez. Democracia é o nirvana orgásmico pra mim.

E aqui vai o que eu quero propor. É bem banal, mas eu espero q vc pense com um pouco mais de seriedade do que eu mesmo consegui fazer aqui (sou sagitariano, não resisto a piadas).

A frente única tai, decidida lá no dia 20, só que eu quero lançar o conceito de DEMOCRACIA PLENA, RADICAL, VISCERAL, INCONDICIONAL E RIDICULA.

O que é isso, bill? (eita brisa pesada)

Agora todos serão ouvidos (não todos né? Quem quiser falar, a gente não tem a vida toda pra perder numa assembléia).

Oxe, vei, isso ja existe doidão, foi o que rolou lá inclusive.

To ligado, mas a questão aqui é Todos. Numa perspectiva fundamentalista.

A maioria prevalecerá? bem, sim. Mas nós da esquerda sabemos que uma democracia não se faz sem respeito as minorias, as diferenças. E nós somos capazes de viver isso. De colocar isso em pratica. Porque nós respeitamos a democracia.

Dia 20 não me deixa mentir.

Mas ela precisa ser também visceral. Radical. Incondicional. Mas sem ilusões, esta será a democracia mais ridícula de todas. Mas também será a única verdadeiramente plena. É preciso levar a democracia para todos os âmbitos da nossa vida. Como? Eu tenho minha ideia, a gente pode se encontrar e discuti-la, que tal?