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Uma das minhas constantes preocupações aqui no Breaking The Law é expor a manipulação da informação que a imprensa (tanto nativa quanto estrangeira) costuma fazer. Olhando para nosso umbigo quadrado aqui no Goiás, tenho me surpreendido com a baixa popularidade do governo Agnelo. Tudo bem, convenhamos que o governador não é o campeão em simpatia (curioso por que o homem é bastante simpático) – acho que é uma característica do lula escolher políticos mais entrincheirados, vide Dilma e Haddad – enfim, o caso é que, de onde vem essa minha surpresa se a pessoa do governador não tem mesmo aquele apelo popular? Ora, por contraste, claro! Basta lembrar a desgraceira que foi o governo anterior (inclusive os provisórios). Vc pode não ver grandes avanços nesse governo, mas a coisa tava muito feia, “como nunca antes na história” – como a mídia adora folclorizar tentando desacreditar a verdade dessas palavras – do DF. É de se imaginar a dificuldade pra arrumar a casa em tais condições. Sejamos francos, não é só por conta do pouco carisma e nem das dificuldades de uma transição complicada essa imagem negativa que o governador tem ganhado. Já diria minha vózinha: tem caroço nesse angu. Não é coisa de petista (sou um petista que votou no arruda ((vou pro inferno pro causa disso, tenho certeza)), é coisa de um brasiliense que tem estranhado um governo que não fede nem cheira, mas que tá sempre sujo. De fato, o estouro do caso cachoeira revela o papel determinante que a mídia tem desempenhado para destruir as chances do PT se reeleger por essas bandas. Chega de blá blá e vamos as escutas da PF.

Uma hora a pedra fura… ainda bem que a PF pegou esquema antes

Mas não se enganem, depois que a poeira baixar, virá mais por aí. A família Roriz tem bala na agulha pra derrubar muita gente, muita gente que está no GDF inclusive, vão tentar puxar o governador pelas más companhias. Pode ser que no fim o governador esteja de fato envolvido? Pode, mas não custa nada confiar na Justiça antes de condenar sumariamente, como vi muita gente fazendo. Sugiro que fiquemos um pouco mais atentos. Mais do que de costume. Sugiro que ajudem a divulgar as informações “esquecidas” pela mídia. A população brasiliense não pode ser refém dessa máfia novamente.

FONTE:

http://www.jornalimpactodf.com.br/p5.html

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Em 3 de março de 1967, os militares dão o segundo golpe com a publicação da Lei de Segurança Nacional. Udenistas e afins que pretendiam tomar o poder com o apoio dos militares foram “traídos”. O alto oficialato decide não entregar o governo aos civis por temer uma crise institucional. Assim, para manter a ordem, os militares endurecem o regime. Se antes os estudantes podiam fazer seus protestos, não mais. Greves? Nem pensar. Os jornalistas que atacavam o governo militar, emudeceram. Aqueles que não, foram obrigados a trabalhar na clandestinidade. Os exemplos são muitos, dentre os mais famosos estão O Pasquim e o Última Hora. Mas havia um pequeno jornal paulista, pouco expressivo além da Zona Oeste, que ironicamente se chamava A Expressão. O dono do jornal não era um jornalista, mas um homem que tinha duas paixões na vida: ferrovias e comunicação. Seu Nono já era conhecido pelos seus ousados investimentos ferroviários, mas sua entrega no comando de um jornal foi algo que surpreendeu até mesmo seus amigos mais íntimos. A Expressão, no entanto, ao contrário das suas ferrovias, não ia bem e geralmente dava prejuízo. Diziam que Seu Nono iria a falência em dois anos no máximo. Se seu sonho fracassaria isso é algo que jamais poderemos saber, porque no verão de 67, a redação dA Expressão pegou fogo até o último papel impresso. Foi um golpe doloroso para Seu Nono, que já nos seus mais de 70 anos não tinha mais aquela força juvenil para resistir as intempéries da vida. Talvez, o que tivesse deixado Seu Nono tão triste nos seus últimos meses de vida fosse a pergunta do porquê um jornalzinho do interior, uma simples caduquice sua, tivesse sido alvo de um atentado como aquele.

Seu Nono teve dois filhos. Sempre os levava para passear na sua locomotiva predileta e eles tinham bem guardado consigo a memória do som que a Maria-Fumaça fazia quando subia a colina. Seu Nono também levou os filhos para conhecerem a redação d’A Expressão. E ambos tomaram do pai suas paixões. Assim, quando o pai morreu, seus filhos montaram um sistema de redação coletiva, fragmentada e móvel. O sistema consistia basicamente em correspondências anônimas não remuneradas e impressão irregular. No inicio, participavam os dois filhos do Seu Nono e os antigos jornalistas d’A Expressão. Mas logo depois da primeira edição, começaram a receber pedidos de outros jornalistas querendo participar do projeto. Jornalistas na ativa inclusive, de grandes jornais. Daí, já na segunda edição o jornal adotou um nome: Expresso das Oito e Meia. Uma homenagem as duas paixões do Seu Nono, a velha Maria-Fumaça e seu jornalzinho do interior. Oito e Meia porque a primeira impressão ocorreu numa manhã de domingo às 8:30.

462 edições depois, o Passageiro Nº 1 (codinome do irmão mais velho, herança da ditadura) abandonou o comando do Expresso por divergências  ideológicas com o Passageiro Nº 2. Uma analogia ao processo de redemocratização. Sem um inimigo comum, nem mesmo a lembrança do Maquinista (pseudônimo dado ao Seu Nono) seria capaz de unir os irmãos.

O vale tudo que tomou conta das eleições presidenciais e mais! Entrevista exclusiva com o presidente Sarney e um super especial sobre a redemocratização, contando tudo o que rolou nos bastidores! Pegue sua passagem agora mesmo!

O link aqui: Expresso das Oito e Meia. ed462

Um agradecimento especial às minhas amigas Tálita e Riquelle, por sua inestimável colaboração. Valeu!

bill, o que ele faz? Faz história, literalmente. É, além de doido e meio afeminado, flamenguista, mineiro, sagitariano, otaku, metaleiro, sertanejeiro, petista, rabugento, boêmio, tonto, divertido y dulce…. um comunista pero no mucho.  Você pode até tentar me definir, mas no final sempre ficam três palavras: boa noite bill!