Posts com Tag ‘melancolia’

O vencedor

Publicado: 24 de setembro de 2013 por Bill em Tudo Mais
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Eu nasci pra ser um conquistador, o vencedor

Mas olha só onde eu estou?

Eu nasci pra ser um conquistador, o vencedor

Mas engulo merda com fervor!

Nascemos em uma cama macia

numa cidade dura e fria

Somos criados pra ser astros de rock

pra ser ator, famoso, brilhar

Tudo que fiz foi me endividar

Parece que nem sai do lugar

Tenho carro, carreira e uma mulher bonita

Mas quando chego em casa tudo que quero é deitar

E, secretamente, rezar

Sonho com a turbina de um boing caindo sobre meu quarto

Eu nasci pra ser um conquistador, o vencedor

Mas olha só onde estou?

Eu nasci pra ser um conquistador, o vencedor

Mas engulo você com ardor!

Disseram pra não falar com a boca cheia

Pediram que eu não vestisse roupas esquisitas

pra que evitasse as drogas

Mas sou um gênio difícil e fiz tudo ao contrário

pra que não me parecesse com um manequim

Mas, e aí? Também aqui nada vi

Eu nasci pra ser um conquistador, o vencedor

Mas olha só onde estou?

Eu nasci pra ser um conquistador, o vencedor

Mas sou o papel que limpa o seu cu com amor!

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A triste figura

Publicado: 9 de agosto de 2013 por Bill em A Vida
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Como é triste amar. Triste, sim. Triste. Se você é uma pessoa cheia de ideais, se seu coração tem um ímpeto qualquer revolucionário… ah, que triste é amar para ti. Não existe tortura pior que essa, pois a mão que empurra o punhal contra suas costelas é sua… e você sabe disso! Não, não… não diga que pode conciliar seu amor com sua honra, não pode! Basta que o momento surja e, por mais insignificante que seja o confronto, você descartará sua honra com tanta facilidade que nem se dará conta da magnitude do ato perverso que atenta contra ti. Sim, pobre criatura que ama, teu corpo já não mais lhe pertence, você não pode mais controlar seu estado de espirito, não se engane, isso faz de tu um escravo. Escravo. Do mais vergonhoso tipo de escravidão. Daquele tipo que faz você se ajoelhar e rezar, deitar lágrimas, crente que um sinal, apenas um sinal seu, dissipará todos os males! Este é o mais ridiculo dos escravos. Venera e amaldiçoa seu dono, porque o ama, não pode livrar-se dele. É um escravo sem correntes. Um cachorro que se deita a porta ansioso pela chegada do dono, cujo único deleite é lamber-lhe os sapatos. Que triste! Quão triste! Se você tem planos para o futuro, amai e esqueça-os. O futuro, tal qual o passado, não interessam aos amantes, escravos do presente. Escravos da saudade. És uma figura tão deplorável esta que não se intimida com os chutes que lhe são desferidos a boca do estomago, não se importa com os olhares que fogem dos seus, nem tampouco com as palavras que voam como pedras a troçar do seu amor, e tudo porque ama! Tua única felicidade reside no reconhecimento do outro, esquece-vos claro, de que um escravo jamais é merecedor do amor. Por tal, nem todo infeliz ama, mas todo aquele que ama necessariamente é infeliz. Oh, tolo sonhador, engana-te, ludibria-se, reveste tua infelicidade de melancolia para lhe dar ares poéticos! Que mentira quixotesca dirá para si em seguida para suportar essa dor que lhe devassa o peito? Qualquer uma, simplesmente não importa. Esta triste figura é o tripulante desavisado daquele barco que está indo a pique. Agarrar-se-á a qualquer coisa. Triste. Muito triste.